Quantas vezes bloqueamos a espontaneidade das crianças, esquecendo-nos do quanto isso nos doeu na nossa infância...
Quantas vezes exigimos mais maturidade dos adolescentes sem lembrarmos o que passamos quando nos exigiram isso...
Quantas vezes nos queixamos dos colegas de trabalho e não nos perguntamos se eles também têm queixas sobre nós...
Quantas vezes nos irritamos nas ruas sem percebermos que nossa irritação também causa mal aos outros...
Quantas vezes queremos implantar paz na família expressando-nos aos berros...
Quantas vezes esperamos dos nossos parceiros o que não estamos dispostos a dar-lhes...
Quantas vezes esperamos dos nossos filhos o que não demos aos nossos pais...
Quantas vezes esperamos dos nossos pais o que não damos aos nossos filhos...
Quantas vezes perdemos a paciência com idosos esquecendo que a velhice chega para todos...
Quantas vezes repelimos animais e nos comportamos como seres irracionais...
Quantas vezes pedimos aos amigos coisas que não gostaríamos que eles nos pedissem...
A maior parte da vida deixamos a Vida passar sem senti-la no coração...
"A verdade de outra pessoa não está no que ela te revela, mas naquilo que não pode revelar-te. Portanto, se quiseres compreendê-la, não escute o que ela diz, mas antes, o que ela não diz". GKG
domingo, 26 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Vivendo como as flores!
- Mestre, como faço para não me aborrecer?Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes.
Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.
- Pois viva como as flores! - advertiu o Mestre.
- Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.
- Repare nestas flores, continuou o Mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas.
Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
- É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores!
terça-feira, 14 de junho de 2011
Deus
Por todos estes tempos, os sacerdotes vos têm falado de Deus. E as suas palavras não foram além dos vossos ouvidos; e apenas o medo as gravou em vossa memória.
Assim, se algo eu vos quiser ensinar, devo falar-vos ao coração.
E como falar-vos de Deus.
Poderia eu tentar definir o Indefinível?
Se o tentasse, eis que a minha presunção seria maior que a minha ignorância; e é sabido que as duas andam sempre de mãos dadas.
Existe, acaso, algo mais difícil de explicar do que o que se sente?
Se não encontrais Deus dentro de vós, como farei para que O possais descobrir dentro de mim?
Ouvis, apenas, as minhas palavras.
E não vos posso mostrar o meu coração, por mais que o desnude ante vós.
Mas eu vos peço: fechai, por um momento, os vossos ouvidos para os ruídos do mundo, com os quais vos ensurdeceis.
Para que possais ouvir o vosso coração bater.
Pois aí descobrireis Deus: no som da vida.
Se, entretanto, cessarem as suas batidas, também aí estará Deus: no silêncio da morte.
Porque, na verdade, Deus está em toda parte.
E quando vos lançais à sua procura, apenas vos estais afastando da Sua consciência, que existe em vosso íntimo.
Pois querei ver Deus; e pretendeis tocá-Lo.
Podeis, acaso, tocar o vosso amor ou a vossa saudade?
E, entretanto, não os sentis vivos em vós?
Para que possais não entender o Pai, ocultais a Sua verdadeira face.
E O procurais no céu, no alto das montanhas, no fundo dos mares; E reclamais provas da Sua existência; e pretendeis ver a multiplicação dos pães e a transformação do vinho.
E não vedes os milagres que ocorrem ao vosso redor: o botão que se transforma em flor, o ventre onde se renova a vida, o equilíbrio dos astros, o fluxo incessante das marés.
Assim, criais um deus à vossa semelhança.
E clamais, em altas vozes, que Deus vos abandonou; que vos entregou aos revezes da vida.
Quando, na verdade, os vossos sofrimentos são os instrumentos da Sua lembrança; e em todos eles podeis descobrir o Seu amparo.
Eu vos aconselho: deixai de procurar Deus.
Cuidai, antes, de cultivar os vossos sentimentos.
Amai aos vossos filhos, às vossas mulheres, aos vossos pais e amigos.
Aprendei, com o tempo, a amar aos que agora vos são indiferentes e, mais tarde, aos vossos inimigos.
Deixai que as flores, a poesia, a música e tudo aquilo que fala ao verdadeiro Eu vos emocione. Ao vos banhardes, recebei o contato da água como uma carícia; e ao vos deitardes, percebei como o vosso corpo recebe alegremente o repouso.
Vede a natureza não como algo que vos pertence e do qual podeis dispor, mas como o cenário da vossa vida; algo que vos foi dado como prova de amor, e ao qual deveis dedicar o mesmo amor.
Despertai para o sopro do vento, a luz do luar, o calor do sol e a dádiva da chuva.
Buscai a paz dentro de vós, para que possais distribuí-la entre aqueles que vos cercam.
Pois é assim que abrireis os olhos e ouvidos da vossa alma, e podereis encontrar Deus que vem ao vosso encontro todos os dias.
Gibran Kallil Gibran
segunda-feira, 13 de junho de 2011
A Arte de Servir
Toda a natureza é um serviço.
Serve a nuvem, serve o vento, serve a chuva.
Onde haja uma árvore para plantar, planta-a tu;
Onde haja um erro para corrigir, corrige-o tu;
Onde haja um trabalho e todos se esquivam, aceita-o tu.
Sê o que remove a pedra do caminho, o ódio entre os corações e as dificuldades do problema.
Há a alegria de ser puro e a de ser justo;
Mas há sobretudo, a maravilhosa, a imensa alegria de servir.
Que triste seria o mundo se tudo se encontrasse feito.
Se não existisse uma roseira para plantar, uma obra para iniciar!
Não te chamem unicamente os trabalhos fáceis.
É muito mais belo fazer aquilo que os outros recusam.
Mas não caias no erro de que somente há méritos nos grandes trabalhos;
Há pequenos serviços que são bons serviços; adornar uma mesa, fazer uma bandeja, arrumar os livros, pentear uma criança.
Aquele é o que critica; este é o que destrói; sê tu o que serve.
O servir não é faina de seres inferiores. Deus que dá os frutos e a luz, serve. Seu nome é: "Aquele que Serve".
Ele tem os olhos fixos em nossas mãos e nos pergunta cada dia:
A quem serviste hoje?
À árvore? A teu irmão? À tua mãe?
Gabriela Mistral
Serve a nuvem, serve o vento, serve a chuva.
Onde haja uma árvore para plantar, planta-a tu;
Onde haja um erro para corrigir, corrige-o tu;
Onde haja um trabalho e todos se esquivam, aceita-o tu.
Sê o que remove a pedra do caminho, o ódio entre os corações e as dificuldades do problema.
Há a alegria de ser puro e a de ser justo;
Mas há sobretudo, a maravilhosa, a imensa alegria de servir.
Que triste seria o mundo se tudo se encontrasse feito.
Se não existisse uma roseira para plantar, uma obra para iniciar!
Não te chamem unicamente os trabalhos fáceis.
É muito mais belo fazer aquilo que os outros recusam.
Mas não caias no erro de que somente há méritos nos grandes trabalhos;
Há pequenos serviços que são bons serviços; adornar uma mesa, fazer uma bandeja, arrumar os livros, pentear uma criança.
Aquele é o que critica; este é o que destrói; sê tu o que serve.
O servir não é faina de seres inferiores. Deus que dá os frutos e a luz, serve. Seu nome é: "Aquele que Serve".
Ele tem os olhos fixos em nossas mãos e nos pergunta cada dia:
A quem serviste hoje?
À árvore? A teu irmão? À tua mãe?
Gabriela Mistral
domingo, 29 de maio de 2011
A Nível de Complicabilização
Não, por favor, nem tente me disponibilizar alguma coisa, que eu não quero.
Não aceito nada que pessoas, empresas ou organizações me disponibilizem. É uma questão de princípios. Se você me oferecer, me der, me vender, me emprestar, talvez eu venha a topar. Até mesmo se você tornar disponível, quem sabe, eu aceite. Mas, se você insistir em disponibilizar, nada feito.
Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo desde já: pode tirar seu cavalinho da chuva. Eu não operacionalizo nada para ninguém. Tampouco compactuo com quem operacionalize. Se você quiser, eu monto, eu realizo, eu aplico, eu ponho em operação. Se você pedir com jeitinho, eu até implemento. Mas, operacionalizar, jamais. O quê? Você quer que eu agilize isso para você? Lamento, mas eu não sei agilizar nada. Nunca agilizei. Está lá no meu currículo: faço tudo, menos agilizar. Precisando, eu apresso, eu priorizo, eu ponho na frente, eu dou um gás. Mas agilizar - desculpe, não posso, acho que matei essa aula.
Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador. Só por cima do meu cadáver virtual! Prefiro comprar um computador novo a reinicializar o antigo. Até porque eu desconfio que o problema não seja assim tão grave. Em vez de reinicializar, talvez seja o caso de simplesmente reiniciar, e pronto.
Por falar nisso, é bom que você saiba que eu parei de utilizar. Assim, sem mais nem menos. Eu sei, é uma atitude um tanto quanto radical da minha parte, mas eu não utilizo mais nada. Tenho consciência de que a cada dia que passa mais e mais pessoas estão utilizando, mas eu parei. Não utilizo mais. Agora eu só uso. E recomendo. Se você soubesse como é muito mais elegante, também deixaria de utilizar e passaria a usar.
Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar". Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os terminados simplesmente em "ar". Todos os dias os maus tradutores de livros de marketing e administração disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são operacionalizados pela mídia, reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas. A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas de ouvidos sensíveis.
Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como você vai admitir, digamos, "viabilizar"? É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão. Precisamos reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só para complicabilizar. Caso contrário, daqui a pouco nossos filhos vão pensabilizar que o certo é ficar se expressabilizando dessa maneira. Já posso até ouvir as reclamações: "Você não vai me impedibilizar de falabilizar do jeito que eu bem quilibiliser".
Problema seu. Me inclua fora dessa.
Ricardo Freire
Não aceito nada que pessoas, empresas ou organizações me disponibilizem. É uma questão de princípios. Se você me oferecer, me der, me vender, me emprestar, talvez eu venha a topar. Até mesmo se você tornar disponível, quem sabe, eu aceite. Mas, se você insistir em disponibilizar, nada feito.
Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo desde já: pode tirar seu cavalinho da chuva. Eu não operacionalizo nada para ninguém. Tampouco compactuo com quem operacionalize. Se você quiser, eu monto, eu realizo, eu aplico, eu ponho em operação. Se você pedir com jeitinho, eu até implemento. Mas, operacionalizar, jamais. O quê? Você quer que eu agilize isso para você? Lamento, mas eu não sei agilizar nada. Nunca agilizei. Está lá no meu currículo: faço tudo, menos agilizar. Precisando, eu apresso, eu priorizo, eu ponho na frente, eu dou um gás. Mas agilizar - desculpe, não posso, acho que matei essa aula.
Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador. Só por cima do meu cadáver virtual! Prefiro comprar um computador novo a reinicializar o antigo. Até porque eu desconfio que o problema não seja assim tão grave. Em vez de reinicializar, talvez seja o caso de simplesmente reiniciar, e pronto.
Por falar nisso, é bom que você saiba que eu parei de utilizar. Assim, sem mais nem menos. Eu sei, é uma atitude um tanto quanto radical da minha parte, mas eu não utilizo mais nada. Tenho consciência de que a cada dia que passa mais e mais pessoas estão utilizando, mas eu parei. Não utilizo mais. Agora eu só uso. E recomendo. Se você soubesse como é muito mais elegante, também deixaria de utilizar e passaria a usar.
Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar". Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os terminados simplesmente em "ar". Todos os dias os maus tradutores de livros de marketing e administração disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são operacionalizados pela mídia, reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas. A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas de ouvidos sensíveis.
Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como você vai admitir, digamos, "viabilizar"? É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão. Precisamos reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só para complicabilizar. Caso contrário, daqui a pouco nossos filhos vão pensabilizar que o certo é ficar se expressabilizando dessa maneira. Já posso até ouvir as reclamações: "Você não vai me impedibilizar de falabilizar do jeito que eu bem quilibiliser".
Problema seu. Me inclua fora dessa.
Ricardo Freire
terça-feira, 3 de maio de 2011
Deus

Nos antigos dias, quando a primeira palpitação da linguagem chegou aos meus lábios, subi a sagrada montanha e falei a Deus, dizendo: "Senhor sou Teu Escravo. Teu desejo oculto é minha lei, e obedecer-Te-ei para sempre".
Mas Deus não respondeu e, como uma poderosa tempestade, seguiu adiante.
E depois de mil anos, subi a sagrada montanha e novamente falei a Deus, dizendo: "Criador, sou Tua criação. Da argila me fizeste e a Ti devo tudo o que sou."
E Deus não respondeu mas, como um milhar de asas ligeiras, seguiu adiante.
E depois de outros mil anos, subi a sagrada montanha e falei a Deus, novamente, dizendo: "Pai, sou Teu Filho. Com piedade e amor deste-me nascimento, e mediante amor e adoração herdarei Teu reino".
E Deus não respondeu e, como uma neblina que encobre os montes ao longe, seguiu adiante.
E depois de outros mil anos, subi a sagrada montanha e novamente falei a Deus, dizendo: "Meu Deus, minha meta e minha completação, sou Teu ontem e Tu és meu amanhã. Sou Tua raiz na terra e Tu és minha flor no céu; e juntos crescemos ante a face do sol".
Então, Deus curvou-se sobre mim e sussurrou palavras doces ao meu ouvido, e, tal como o mar envolve um arroio que corre para ele, assim Ele me envolveu. E quando desci aos vales e às planícies, Deus estava também lá.
[Gibran Kahlil Gibran ]
sábado, 2 de abril de 2011
O juiz e o papagaio

A opulenta cidade de Cabul vivia, nesse tempo, agitada por estranho boato. Diziam alguns, afirmavam muitos, que o integro e prestigioso juiz Fauzi Trevic, antes de sair para o exercício de suas altas funções do tribunal, ouvia os conselhos de um papagaio.
Havia até quem soubesse particularidades sobre o caso. O papagaio fora trazido das montanhas por um feiticeiro famoso e vivia encerrado em rico aposento, longe das vistas e dos ouvidos curiosos. Os mais ousados garantiam que se tratava de uma ave encantada, que trazia no corpo o espírito de um gênio - um djim, talvez. O maravilhoso papagaio conhecia jurisprudência e ditava leis com a eloqüência e a sabedoria dos grandes ulemás. Não havia, aliás, outra explicação para aquele mistério, pois o juiz Trevic proferia sentenças notáveis, fundamentadas sempre com grande elevação, e elogiados pelos advogados mais exigentes e intolerantes.
O caso chegou, afinal, ao conhecimento do rei Nassin bem Nassin. - "Mac Allah"! - estranhou o soberano persa. – É assombroso! Quem poderia acreditar que houvesse no Islã um papagaio capaz de orientar as longas sentenças de um sábio juiz? Resolvido a esclarecer de qualquer modo o enigma, o poderoso rei mandou vir à sua presença o doutíssimo Fauzi Trevic e interrogou-o. Seria verdadeira aquela voz que corria pela cidade, abalando os incrédulos e enchendo de infinito assombro, os simples e os ingênuos?
- Sim, ó Rei Magnânimo!, é verdadeira a voz - confirmou o ilustre cádi. - Não devo ocultar a verdade. Todos os dias, antes de seguir para o tribunal; ouço os conselhos de um modesto papagaio! Juro, pelas barbas de Maomé, que é essa a expressão da verdade!
- Exaltado seja Allah!, o Único! - exclamou o monarca. - Não creio que possa existir, sob o céu ou sobre a terra maravilha maior do que essa que acabais de revelar!
- Vejo-me forçado a dizer-vos, ó Rei do Tempo! - prosseguiu o juiz - que o papagaio, meu amigo e conselheiro, só sabe pronunciar duas palavras. Com esse limitadíssimo vocabulário, consegue ele orientar com segurança e clareza todas as minhas sentenças. -
- Com duas palavras! Que palavras mágicas serão essas que servem como dois faróis no meio do oceano das leis? Respondeu o digno magistrado:
- Bondade e Justiça! Justiça e Bondade! Eis as palavras que ouço todos os dias do meu fiel papagaio! Procuro tê-las sempre bem vivas no fundo do coração! Quando estudo as causas sobre as quais sou obrigado a votar e decidir, esforço-me por ser bom e procuro ser justo. A justiça que corrige ou castiga deve ser inspirada pela Bondade que nobilita e eleva. E ainda: a Bondade, que exalta o fraco, não pode prescindir da Justiça, que reabilita o forte. Confesso, pois, que todas as minhas sentenças são norteadas pelo admirável conselho do papagaio. Bondade e Justiça!
- Por Allah, senhor dos mundos visíveis e invisíveis! – Disse o rei. - Por Allah! Seguissem todos os reis, ministros e magistrados o conselho daquele papagaio e a felicidade desceria sobre os povos e a paz reinaria entre as nações! Uassalã!
Malba Tahan
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