quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Mandamentos da Maçonaria

01 ) Adora o Grande Arquiteto do Universo.
02) O verdadeiro culto que se pode tributar ao Grande Arquiteto do Universo consiste nas boas obras.
03) Tem sempre a tua alma em estado de pureza, para que possas aparecer de um momento para outro na presença do Grande Arquiteto do Universo.
04) Não sejas fácil em te encolerizar, a ira é sinal de fraqueza.
05) Escuta sempre a voz de tua consciência.
06) Detesta a avareza, porque quem ama demasiado as riquezas nenhum fruto tirará delas, consistindo isso em egoísmo.
07) Na senda da honra e da justiça está a vida; o caminho extraviado conduz à morte espiritual.
08) Faz o bem pelo próprio bem.
09) Evita as questões, previne os insultos e procura sempre ter a razão do teu lado.
10) Não te envergonhes do teu destino, pensa que este não te desonra nem te degrada; o modo como desempenhas a tua missão é que te enaltece ou amesquinha perante os homens.
11) Lê e medita, observa e imita o que for bom, reflexiona e trabalha, ocupa-te do bem-estar dos teus irmãos e trabalharás para ti mesmo.
12) Contenta-te com tudo e com todos.
13) Não julgues superficialmente as ações de teus irmãos e não censures aereamente. O julgamento pertence ao Grande Arquiteto do Universo, porque só Ele pode sondar o coração das criaturas.
14) Sê entre os profanos, sem rudeza, superior sem orgulho, humilde sem baixeza, e, entre os irmãos, firme sem obstinação, severo sem inflexibilidade e submisso sem servilismo.
15) Justo e valoroso, defende o oprimido e protege a inocência, não exaltando jamais os serviços prestados.
16) Exato observador dos homens e das coisas, atende unicamente ao mérito pessoal de cada um, seja qual for a camada social, posição e fortuna a que pertença.
17) Se o Grande Arquiteto do Universo te der um filho, agradece, mas cuida sempre do depósito que te confiou. Sê, para essa criança, a imagem da providência. Faz com que até aos 12 anos tenha temor de ti, até aos 20 te ame e até a morte te respeite. Até aos 12 anos sê o seu mestre, até aos 20 seu pai espiritual e até a morte seu amigo. Pensa mais em dar-lhe bons princípios do que belas maneiras, que te deva retidão esclarecida e não frívola elegância. Esforça-te para que seja um homem honesto, avesso a qualquer astúcia.
18) Ama o teu próximo como a ti mesmo.
19) Não faças o mal, embora não esperes o bem.
20) Estima os bons, ama os fracos, atende aos maus e não ofendas a ninguém.
21) Sê o amparo dos aflitos. Cada lamento que tua dureza provocar são outras tantas maldições que cairão sobre a tua cabeça.
22) Com o faminto reparte o teu pão, aos pobres e forasteiros dá hospitalidade.
23) Dá de vestir aos nus, mesmo em prejuízo do teu conforto.
24) Respeita o peregrino nacional ou estrangeiro e auxilia-o sempre.
25) Não lisonjeies nunca teu irmão, isso corresponde a uma traição; se te lisonjearem, receia que te corrompam.
26) Respeita a mulher, não abuses jamais de sua debilidade, defende-a sempre, antes queira morrer do que desonrá-la.
27) Fala moderadamente com os pequenos, prudentemente com os grandes, sinceramente com os teus iguais e os teus amigos, docemente com os que sofrem, mas sempre de acordo com a tua consciência e princípios de sã moral.
28) O coração dos justos está onde se pratica a virtude e o dos tolos onde se festeja a vaidade.
29) Não prometas nunca sem a intenção de cumprir. Ninguém é obrigado a prometer, mas, prometendo, é responsável.
30) Dá sempre com satisfação, porque mais vale uma negativa delicada do que uma esmola que humilhe.
31) Suporta tudo com resignação e tem sempre confiança no futuro.
32) Faz do teu corpo um templo, do teu coração um altar, e do teu espírito um apóstolo do amor, da verdade e da justiça.
33) Concentra, ao menos uma vez por dia, todas as vibrações da tua alma no sentido de estares em contato com o Grande Arquiteto do Universo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Emblemas e Alegorias

Sobre a maior parte dos emblemas e alegorias usados pelos Maçons, encontra-se a sua explicação e significado nos rituais.

Entretanto, há alguns que, apesar disso, não podemos deixar de aqui referir.

Na Câmara das Reflexões devem prender a atenção do iniciando o esqueleto humano, a ampulheta e o galo.

O esqueleto humano foi em tempos remotos empregado para experimentar a coragem do candidato; era essa a primitiva prova. Hoje, porém, é o emblema da verdadeira igualdade; a sua presença serve para indicar ao candidato o têrmo fatal de todos os membros da humanidade, qualquer que seja a camada social de que cada um faça parte.

A ampulheta, mostrando pelo escoamento da areia o decorrer do tempo, e o galo, geralmente tido como símbolo da vigilância, servem para indicar ao iniciando que deve estar vigilante no papel que tem a desempenhar na sociedade, tendo em vista que o tempo não para.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Maçonaria

A Maçonaria é uma instituição essencialmente caritativa, filantrópica, filosófica e progressista, tem por objetivo a indagação da verdade, o estudo da moral e a pratica da solidariedade, trabalhando pelo melhoramento material e moral e pelo aperfeiçoamento intelectual da Humanidade.

Sua divisa é: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Seus princípios são: tolerância, respeito mútuo e liberdade absoluta de consciência.
Considerando o trabalho um dos deveres essenciais do homem, ela honra igualmente o trabalho manual e o trabalho intelectual.

O desideratum da Maçonaria é estender a todos os membros da Humanidade os laços fraternais que ligam os maçons em toda a superfície da terra.

O Maçom tem por dever, em qualquer circunstância, ajudar e proteger a seu Irmão, mesmo com risco da própria vida, defendendo-o contra a injustiça.

Máximas Recomendadas:

Não faças a outrem o que não quiseres que te façam.
Cumpre o teu dever, aconteça o que acontecer.
A tolerância não vai ao ponto de proteger atos imorais.
Pratica o auxílio aos fracos, a justiça a todos, a dedicação `a Pátria e `a família , e a dignidade para contigo.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Credo do Samurai


Eu não tenho país, faço do céu e da terra meu país.
 Eu não tenho casa, faço do mundo minha casa.
 Eu não tenho poder divino, faço da honestidade meu poder divino.
 Eu não tenho pretensões, faço da minha disciplina minha pretensão.
 Eu não tenho poderes mágicos, faço da personalidade meus poderes mágicos.
 Eu não tenho vida ou morte, faço das duas uma, tenho vida e morte.

Eu não tenho visão, faço da luz do trovão a minha visão.
Eu não tenho audição, faço da sensibilidade meus ouvidos.
 Eu não tenho língua, faço da prontidão minha língua.
Eu não tenho leis, faço da auto-defesa minha lei.
Eu não tenho estratégia, faço do direito de matar e do direito de salvar vidas minha estratégia.
 Eu não tenho projetos, faço do apego às oportunidades meus projetos.
 Eu não tenho princípios, faço da adaptação a todas as circunstâncias meu princípio.
 Eu não tenho táticas, faço da escassez e da abundância minha tática.
Eu não tenho talentos, faço da minha imaginação meus talentos.
 Eu não tenho amigos, faço da minha mente minha única amiga.
 Eu não tenho inimigos, faço do descuido meu inimigo.
 Eu não tenho armadura, faço da benevolência minha armadura.
 Eu não tenho castelo, faço do caráter meu castelo.
 Eu não tenho espada, faço da perseverança minha espada.

domingo, 7 de novembro de 2010

A Fácil Inclinação`a Mitomania

Não é demais enfatizar algo muito penoso que pudemos verificar através de muitíssimos anos de constante observação e experiência. Quero referir-me sem rodeios à "MITOMANIA", tendência muito marcante entre pessoas afiliadas a diversas escolas de tipo Metafísico.
Rolin (A FÁCIL INCLINAÇÃO À MITOMANIA)

Sujeitos aparentemente muito simples, da noite para o dia, depois de umas quantas alucinações, convertem-se em Mitômanos. Inquestionavelmente, tais pessoas de Psique Subjetiva, quase sempre conseguem surpreender muitos incautos que, de fato, se fazem seus seguidores.

O Mitômano é como um muro sem alicerce; basta um leve empurrão para convertê-lo em miúdo sedimento.

O Mitômano crê que isto do Ocultisrno é algo assim como “soprar e fazer garrafas” e de um momento a outro declara-se Mahatma, Mestre Ressurrecto, Hierofante, etc.

O Mitômano tem, geralmente, sonhos impossíveis, sofrem invariavelmente disso que se chama “delírios de grandeza”.

Essa classe de personagens costuma apresentar-se como reencarnação de Mestres ou de Heróis fabulosos, legendários, fictícios.

Entretanto, é claro que estamos dando ênfase sobre algo que merece ser explicado.

Centros egóicos da Subconsciência Animalesca, que nas relações de intercâmbio seguem a determinados grupos mentais, podem provocar, mediante associações e reflexos fantásticos, algo assim como “espíritos”, que quase invariavelmente são apenas formas ilusórias, personificações do próprio Eu pluralizado.

Não é estranho que qualquer Agregado Psíquico assuma forma Jesus-Cristiana para ditar falsos oráculos...

Qualquer uma dessas tantas entidades que em seu conjunto constituem isso que se chama Ego, pode, se assim o quiser, tomar forma de Mahatma ou Guru, e então o sonhador, ao voltar ao estado de Vigília, dirá de si mesmo: “Estou Auto-realizado, sou um Mestre!”.

Deve-se observar a respeito que, de todos os modos, no Subconsciente de toda pessoa, acha-se latente a tendência a tomar partido, à personificação.

Este é o motivo clássico pelo qual muitos Gurujis asiáticos, antes de iniciar seus discípulos no Magismo Transcendental, previnem-lhes contra todas as formas possíveis de Auto-engano.

O Mitômano presume-se Iluminado sem haver liberado a Essência, sem possuir nem sequer a Pérola Seminal.

O Mitômano quer estar Iluminado da noite para o dia, se presume Sábio, se crê um Deus.

Samael Aun Weor. (Mistério do Áureo Florescer- Capítulo 25).

domingo, 31 de outubro de 2010

Último Discurso


Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar - se possível - judeus, o gentio ... negros ... brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem ... levantou no mundo as muralhas do ódio ... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora ... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas ... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.

Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela ... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo ... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!


(Trecho de “O Grande Ditador”- Charles Chaplin)

domingo, 24 de outubro de 2010

A Verdade Universal Não Existe


Consultei os filósofos, folheei os seus livros, examinei as suas diversas opiniões; achei-os todos orgulhosos, afirmativos, dogmáticos - mesmo no seu pretenso cepticismo -, não ignorando nada, não demonstrando nada, troçando uns dos outros; e esse ponto, que é comum a todos eles, pareceu-me ser o único em que todos concordavam. Triunfantes quando atacam, não têm vigor quando se defendem. Se examinais as suas razões, só as têm para destruir; se contais os seus caminhos, cada um está limitado ao seu; só se põem de acordo para discutir; prestar-lhes ouvidos não era o meio de me livrar da minha incerteza. Compreendi que a insuficiência do espírito humano é a primeira causa dessa prodigiosa diversidade de sentimentos, e que o orgulho é a segunda.


Nós não temos a medida dessa imensa máquina, não podemos calcular as suas proporções; não lhe conhecemos nem as primeiras leis nem a causa final; ignoramo-nos a nós mesmos; não conhecemos nem a nossa natureza nem o nosso princípio ativo; mal sabemos se o homem é um ser simples ou composto: mistérios impenetráveis rodeiam-nos por todos os lados; pairam por cima da região sensível; para os compreendermos, supomos ter inteligência, e apenas temos imaginação. Cada um de nós abre– através desse mundo imaginário - um caminho que supõe ser o bom; nenhum de nós pode saber se o caminho que abriu conduz ao objetivo que tem em mente. Porém, queremos compreender tudo, tudo conhecer. A única coisa que não conseguimos é ignorar o que não conseguimos saber. Preferimos entregar-nos ao acaso, e crer naquilo que não existe, a reconhecer que nenhum de nós pode compreender o que é. Pequena parte de um grande todo cujos limites não alcançamos, e cujo autor entrega às nossas loucas discussões, somos suficientemente vãos para pretender decidir o que é esse todo, e o que nós próprios somos, em relação a ele.


Mesmo que os filósofos tivessem a possibilidade de descobrir a verdade, qual, de entre eles, se interessaria por ela? Cada um deles sabe muito bem que o seu sistema não tem mais fundamentos que os dos outros; mas sustenta-o, porque é seu. Não houve um único que, tendo chegado a distinguir o verdadeiro e o falso, não tivesse preferido a mentira que encontrou à verdade descoberta por outro. Onde se encontra o filósofo que, para defender a sua glória, não enganaria cientemente o gênero humano? Onde se encontra aquele que, no âmago do seu coração, tem outro propósito que não seja o de se distinguir? Contanto que se eleve acima do vulgar, contanto que apague o brilho dos seus concorrentes, que mais deseja ele? O essencial é pensar diferentemente dos outros. Para os crentes, é um ateu; para os ateus, seria um crente.


Jean-Jacques Rousseau-(Emílio)