quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Macrocosmo e Microcosmo

Se um dia você tiver a oportunidade de ir a uma praia, dessas cuja faixa de areia atinge quilômetros de extensão, abaixe-se e pegue um grãozinho qualquer de areia. Compare mentalmente o tamanho desse grãozinho que você tem entre os dedos com a imensidão da praia e os incontáveis grãos de areia que a compõem. Dizem os astrônomos que com isso você terá uma pálida idéia do que representa o nosso planeta Terra no cosmos infinito.

Este nosso planetinha, que gravita em torno de uma estrelinha de quinta grandeza, a qual chamamos de Sol, é um cisco, um grãozinho de “poeira cósmica”. Só para você ter uma idéia da pequenez do nosso planeta, saiba que ele cabe um milhão e trezentas mil vezes no mesmo espaço ocupado pelo Sol. E existem muitos bilhões de estrelas de quarta, terceira, ou segunda grandeza, nas quais o Sol cabe milhões e milhões de vezes.

Esse infinito e imensurável universo do qual fazemos parte movimenta-se segundo leis que o homem mal consegue imaginar. Na verdade, descobriu algumas poucas causas e efeitos mais afetos ao planeta Terra e aos limites alcançados pelos instrumentos astronômicos. Entretanto, a despeito da limitação humana, prevalecem leis que comandam desde o movimento d translação do nosso planeta no sistema solar até a movimentação de galáxias pelo espaço sem fim.

Apesar da nossa pequenez, não estamos fora de uma ordem que rege o sistema cósmico como um todo. Tudo tem a sua importância e a sua função. Ao que tudo indica, não existem criações inúteis no universo, tudo faz parte de um sistema integrado, funcional e perfeito.

Navegando nessa ínfima partícula cósmica chamada Terra, vamos nós, humanos tantas vezes alheios `a grandiosidade incomensurável do universo, supondo que nossos destinos microcósmicos escapam `a sabedoria e `a ordem que regem o macrocosmo. Aquilo que rege o maior rege também o menor. Do macro ao micro.

Ao nível do nosso planeta, leis perfeitas e imutáveis regem desde a regularidade de nossa órbita no sistema solar até a regularidade com que se acasalam os bichinhos na primavera. Do astro ao átomo está tudo sob controle. Parece inacreditável tudo isso, não é?

Em parte devido `a ciência, no âmbito que ela conseguiu atingir, em parte devido `as conjecturas que o raciocínio humano lança além do alcance da ciência, o inacreditável vai se desvelando ao olhar perplexo da criatura humana. A bem da verdade, o homem não está descobrindo nada de novo, mas tão somente redescobrindo o que já estava descoberto no planeta. por exemplo, a força elétrica sempre existiu na correnteza das águas, o ser humano conseguiu captá-la e direcionar sua utilização, mas não inventou a eletricidade. Essa força sempre existiu, já tinha sido descoberta, o homem apenas conseguiu redescobri-la para si.

Neste ponto, entra a questão: quem descobriu, ou melhor criou o que o homem vem redescobrindo?

Ao longo do tempo, diferentes povos em diferentes partes do globo tiveram suas peculiares concepções a respeito desse “Criador” e atribuíram-lhe os mais diferentes nomes. Na Bíblia, os povos antigos o chamavam de Jeová ou Javé. Os índios brasileiros o chamavam de Tupã. Os índios norte-americanos, de Manitô. Uma parcela da população da Índia, de Brama. Os árabes o chamam de Alá. Deus parece ser o nome mais comum dado a esse “Supremo Criador”. Seres humanos existem que nem sequer acreditam nele, dizem-se ateus.

Acreditando ou não em um “Criador”, dando-lhe nomes diferentes, ou tendo sobre ele as mais controvertidas idéias ou concepções, nada disso altera a maravilhosa ordem reinante no universo. A “Força Criadora”, ou qualquer outro nome que se lhe dê, independe das pobres crenças e concepções humanas. E não adianta entrar aqui nos emaranhados das discussões teológicas.

Se alguém acredita na existência de Deus, ótimo! Isso parece ser profundamente consolador e dá um sentimento de segurança e de proteção que os que não crêem desconhecem. Por outro lado, se alguém não acredita e sente-se bem assim, que seja cada vez mais feliz na sua descrença. É tolice tentar convencer alguém disso. Já existem muitos fanáticos religiosos tentando fazê-lo. Daí, as incontáveis divisões religiosas supondo possuírem a procuração divina para representá-lo aqui no nosso planeta. No momento, não temos intenção alguma de convencer alguém da existência ou não existência de Deus.

Falaremos de nossa existência e das forças que poderemos ir utilizando para melhorar nossa qualidade de vida pessoal. A não ser que haja algum problema de ordem psicopatológica, ninguém gosta de ser infeliz. Parece que possuímos “circuitos impressos”, fomos “programados” para buscar a felicidade e a perfeição. Cada qual a sua maneira, de acordo com seu grau de entendimento e de evolução. Se enveredarmos por caminhos errados, há uma bússola interior que no devido tempo nos reconduzirá ao caminho certo, invariavelmente.

Determinismo, isso? Talvez seja! Mas procure ser infeliz propositadamente para ver por quanto tempo você consegue!

A felicidade é nossa meta, não importa o caminho de ilusões que tomemos para atingi-la; se não for o melhor, faremos o caminho de volta e tentaremos quantas mil vezes forem necessárias. Não há pressa na eternidade do tempo. As gerações humanas se sucederam e se sucederão buscando a mesma coisa – ser feliz.

Seria bom poder afirmar que este “ser feliz” não é tão impositivo assim, mas o bom senso parece impedir de fazê-lo. Somos portadores de algumas forças instintivas que de certa forma determinam nosso modo de ser. O instinto da fome, do sexo, da sede, de ser feliz, são imposições muito evidentes para que o bom senso possa negar a força desses instintos na existência humana.

Isso não equivale a dizer que o homem é uma pobre vitima de seus próprios instintos. Existe uma consciência que comanda e orienta a satisfação adequada das necessidades geradas pelas forças instintivas, só que não podemos deixar de atender a tais necessidades. Também não equivale a dizer que a satisfação da necessidade de “ser feliz” seja do mesmo nível da satisfação das necessidades fisiológicas (sede, fome, sono, etc.). Não obstante, a busca da felicidade é tão instintiva e imperiosa quanto a busca da satisfação de outras necessidades humanas.

Sendo assim, o minúsculo universo, ou microcosmo composto por cada vida humana é também regido por leis que exercem sua “força” inexoravelmente.

Diríamos até que o homem, apesar da ordem que rege o universo global, possui o seu grau de livre-arbítrio, poder de decisão ou condução do próprio destino. Mas é semelhante ao livre-arbítrio do peixe. Pode subir ou descer a corrente do rio; pode ir `a superfície ou até a profundeza da água, pode nadar, comer, reproduzir no meio ou nas margens do rio e pode todas as possibilidades que o ser peixe proporciona, mas não pode sair fora d’água.
Prof.Carlos França

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Iniciado

O iniciado é aquele que possui a lâmpada de Trimegistro, o manto de Apolônio e o bastão dos patriarcas. A lâmpada de Trimegistro é a razão esclarecida pela inteligência; o manto de Apolônio é a posse plena e total de si mesmo, que isola o sábio das correntes instintivas; e o bastão dos patriarcas é o auxílio das forças ocultas e perpétuas da natureza .
A lâmpada de Trimegistro alumia o presente, o passado e o futuro, mostra claramente a consciência dos homens, ilumina os recônditos do coração das mulheres. A lâmpada brilha com tríplice chama, o manto se redobra três vêzes, e o bastão se divide em três partes.

O número nove é o dos reflexos divinos: êle exprime a idéia divina em toda a sua fôrça abstrata, mas também exprime o luxo na crença e, por conseguinte, a supertição e a idolatria. É por isso que Hermes fêz dêle o número da iniciação, porque o iniciado reina sôbre a supertição e pela supertição, e só êle pode caminhar nas trevas, apoiado como está no seu bastão, envolto no seu manto e iluminado pela sua lâmpada.

A razão foi dada a todos os homens, mas nem todos sabem fazer uso dela; é uma ciência que é preciso aprender. A liberdade é oferecida a todos, mas nem todos sabem apoiar-se nela; é um poder de que é preciso apoderar-se.
A nada chegamos que não nos custe mais de um esforço. O destino do homem é que se enriqueça do que ganha e que depois tenha, como Deus, a glória e o prazer de dar.

A ciência mágica se chamava, outrora, arte sacerdotal e arte real, porque a iniciação dava ao sábio o império sôbre as almas e a aptidão para governar as vontades.

A adivinhação é também um dos privilégios do iniciado; ora, a adivinhação é simplismente o conhecimento dos efeitos contidos nas causas e a ciência aplicada aos fatos do dogma universal da analogia. Os atos humanos não se escrevem somente na luz astral; deixam também os seus traços na fronte, modificam as feições e o andar, mudam o acento da voz. Cada homem traz, pois, consigo a história da sua vida, legível para o iniciado. Ora, o futuro é sempre a conseguência do passado, e as circunstâncias inesperadas não mudam quase nada dos resultados racionalmente esperados.

É possível, pois, predizer a cada homem o seu destino. É possível julgar de uma existência inteira por um só movimento; um só desacêrto pressagia uma série de desgraças. Cesar foi assassinado porque amava as poesias de Ossian; Luiz Filipe devia deixar o trono como fêz, porque usava um guarda-chuva. São paradoxos para o vulgo, que não compreende as relações ocultas das coisas; mas são razões para o iniciado, que compreende tudo e de nada admira.

A iniciação preserva das falsas luzes do misticismo; ela dá `a razão humana o seu valor relativo e a sua infalibilidade proporcional, unindo-a `a razão suprema pela cadeia das analogias. O iniciado não tem, pois, esperanças duvidosas, nem temores absurdos, porque não tem crenças desarrazoáveis; sabe o que pode e nada lhe custa ousar. Por isso, para ele, ousar é poder.

Eis, pois, uma nova interpretação dos atributos do iniciado; a sua lâmpada representa o saber, o seu manto que o envolve representa a sua discrição, o seu bastão é o emblema da sua força e da sua audácia. Ele sabe, ousa e cala-se. Sabe os segredos do futuro, ousa no presente e cala-se sobre o passado. Sabe das fraquezas do coração humano, ousa servir-se delas para fazer a sua obra, e cala-se sobre os seus projetos. Sabe a razão de todos os simbolismos e de todos os cultos, ousa praticá-los ou abster-se deles sem hipocrisia e sem impiedade, e cala-se sobre o dogma único da alta iniciação.
Sabe a existência e a natureza do grande agente mágico, ousa fazer os atos e pronunciar as palavras que o submetem `a vontade humana, e cala-se sobre os mistérios do grande arcano.

Por isso, podeis ve-lo muitas vezes triste, nunca abatido nem desesperado; muitas vezes perseguido, nunca abandonado nem vencido. Ele se lembra muitas vezes da viuvez e do assassinato de Orfeu, do exílio e da morte solitária de Moisés, do martírio dos profetas, das torturas de Apolônio, da cruz do Salvador; sabe em que abandono morreu Agripa, cuja memória ainda é caluniada; sabe a que fadigas sucumbiu o grande Paracelso, e tudo o que teve de sofrer Raimundo Lullo para, enfim, chegar a u'a morte sanguinolenta. Lembra-se de Swedenborg fazendo-se de louco ou mesmo perdendo a razão, a fim de fazer perdoar a sua ciência; de Saint-Martin, que se ocultou toda a sua vida; de Cagliostro, que morreu abandonado nos calabouços da Inquisição; de Cazotte, que subiu ao cadafalso.

Sucessor de tantas vítimas, não ousa menos, mas compreende ainda mais a necessidade de calar-se. Imitemos o seu exemplo, aprendamos com perseverança; quando soubermos, ousemos e calemo-nos.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Mandamentos da Maçonaria

01 ) Adora o Grande Arquiteto do Universo.
02) O verdadeiro culto que se pode tributar ao Grande Arquiteto do Universo consiste nas boas obras.
03) Tem sempre a tua alma em estado de pureza, para que possas aparecer de um momento para outro na presença do Grande Arquiteto do Universo.
04) Não sejas fácil em te encolerizar, a ira é sinal de fraqueza.
05) Escuta sempre a voz de tua consciência.
06) Detesta a avareza, porque quem ama demasiado as riquezas nenhum fruto tirará delas, consistindo isso em egoísmo.
07) Na senda da honra e da justiça está a vida; o caminho extraviado conduz à morte espiritual.
08) Faz o bem pelo próprio bem.
09) Evita as questões, previne os insultos e procura sempre ter a razão do teu lado.
10) Não te envergonhes do teu destino, pensa que este não te desonra nem te degrada; o modo como desempenhas a tua missão é que te enaltece ou amesquinha perante os homens.
11) Lê e medita, observa e imita o que for bom, reflexiona e trabalha, ocupa-te do bem-estar dos teus irmãos e trabalharás para ti mesmo.
12) Contenta-te com tudo e com todos.
13) Não julgues superficialmente as ações de teus irmãos e não censures aereamente. O julgamento pertence ao Grande Arquiteto do Universo, porque só Ele pode sondar o coração das criaturas.
14) Sê entre os profanos, sem rudeza, superior sem orgulho, humilde sem baixeza, e, entre os irmãos, firme sem obstinação, severo sem inflexibilidade e submisso sem servilismo.
15) Justo e valoroso, defende o oprimido e protege a inocência, não exaltando jamais os serviços prestados.
16) Exato observador dos homens e das coisas, atende unicamente ao mérito pessoal de cada um, seja qual for a camada social, posição e fortuna a que pertença.
17) Se o Grande Arquiteto do Universo te der um filho, agradece, mas cuida sempre do depósito que te confiou. Sê, para essa criança, a imagem da providência. Faz com que até aos 12 anos tenha temor de ti, até aos 20 te ame e até a morte te respeite. Até aos 12 anos sê o seu mestre, até aos 20 seu pai espiritual e até a morte seu amigo. Pensa mais em dar-lhe bons princípios do que belas maneiras, que te deva retidão esclarecida e não frívola elegância. Esforça-te para que seja um homem honesto, avesso a qualquer astúcia.
18) Ama o teu próximo como a ti mesmo.
19) Não faças o mal, embora não esperes o bem.
20) Estima os bons, ama os fracos, atende aos maus e não ofendas a ninguém.
21) Sê o amparo dos aflitos. Cada lamento que tua dureza provocar são outras tantas maldições que cairão sobre a tua cabeça.
22) Com o faminto reparte o teu pão, aos pobres e forasteiros dá hospitalidade.
23) Dá de vestir aos nus, mesmo em prejuízo do teu conforto.
24) Respeita o peregrino nacional ou estrangeiro e auxilia-o sempre.
25) Não lisonjeies nunca teu irmão, isso corresponde a uma traição; se te lisonjearem, receia que te corrompam.
26) Respeita a mulher, não abuses jamais de sua debilidade, defende-a sempre, antes queira morrer do que desonrá-la.
27) Fala moderadamente com os pequenos, prudentemente com os grandes, sinceramente com os teus iguais e os teus amigos, docemente com os que sofrem, mas sempre de acordo com a tua consciência e princípios de sã moral.
28) O coração dos justos está onde se pratica a virtude e o dos tolos onde se festeja a vaidade.
29) Não prometas nunca sem a intenção de cumprir. Ninguém é obrigado a prometer, mas, prometendo, é responsável.
30) Dá sempre com satisfação, porque mais vale uma negativa delicada do que uma esmola que humilhe.
31) Suporta tudo com resignação e tem sempre confiança no futuro.
32) Faz do teu corpo um templo, do teu coração um altar, e do teu espírito um apóstolo do amor, da verdade e da justiça.
33) Concentra, ao menos uma vez por dia, todas as vibrações da tua alma no sentido de estares em contato com o Grande Arquiteto do Universo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Emblemas e Alegorias

Sobre a maior parte dos emblemas e alegorias usados pelos Maçons, encontra-se a sua explicação e significado nos rituais.

Entretanto, há alguns que, apesar disso, não podemos deixar de aqui referir.

Na Câmara das Reflexões devem prender a atenção do iniciando o esqueleto humano, a ampulheta e o galo.

O esqueleto humano foi em tempos remotos empregado para experimentar a coragem do candidato; era essa a primitiva prova. Hoje, porém, é o emblema da verdadeira igualdade; a sua presença serve para indicar ao candidato o têrmo fatal de todos os membros da humanidade, qualquer que seja a camada social de que cada um faça parte.

A ampulheta, mostrando pelo escoamento da areia o decorrer do tempo, e o galo, geralmente tido como símbolo da vigilância, servem para indicar ao iniciando que deve estar vigilante no papel que tem a desempenhar na sociedade, tendo em vista que o tempo não para.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Maçonaria

A Maçonaria é uma instituição essencialmente caritativa, filantrópica, filosófica e progressista, tem por objetivo a indagação da verdade, o estudo da moral e a pratica da solidariedade, trabalhando pelo melhoramento material e moral e pelo aperfeiçoamento intelectual da Humanidade.

Sua divisa é: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Seus princípios são: tolerância, respeito mútuo e liberdade absoluta de consciência.
Considerando o trabalho um dos deveres essenciais do homem, ela honra igualmente o trabalho manual e o trabalho intelectual.

O desideratum da Maçonaria é estender a todos os membros da Humanidade os laços fraternais que ligam os maçons em toda a superfície da terra.

O Maçom tem por dever, em qualquer circunstância, ajudar e proteger a seu Irmão, mesmo com risco da própria vida, defendendo-o contra a injustiça.

Máximas Recomendadas:

Não faças a outrem o que não quiseres que te façam.
Cumpre o teu dever, aconteça o que acontecer.
A tolerância não vai ao ponto de proteger atos imorais.
Pratica o auxílio aos fracos, a justiça a todos, a dedicação `a Pátria e `a família , e a dignidade para contigo.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Credo do Samurai


Eu não tenho país, faço do céu e da terra meu país.
 Eu não tenho casa, faço do mundo minha casa.
 Eu não tenho poder divino, faço da honestidade meu poder divino.
 Eu não tenho pretensões, faço da minha disciplina minha pretensão.
 Eu não tenho poderes mágicos, faço da personalidade meus poderes mágicos.
 Eu não tenho vida ou morte, faço das duas uma, tenho vida e morte.

Eu não tenho visão, faço da luz do trovão a minha visão.
Eu não tenho audição, faço da sensibilidade meus ouvidos.
 Eu não tenho língua, faço da prontidão minha língua.
Eu não tenho leis, faço da auto-defesa minha lei.
Eu não tenho estratégia, faço do direito de matar e do direito de salvar vidas minha estratégia.
 Eu não tenho projetos, faço do apego às oportunidades meus projetos.
 Eu não tenho princípios, faço da adaptação a todas as circunstâncias meu princípio.
 Eu não tenho táticas, faço da escassez e da abundância minha tática.
Eu não tenho talentos, faço da minha imaginação meus talentos.
 Eu não tenho amigos, faço da minha mente minha única amiga.
 Eu não tenho inimigos, faço do descuido meu inimigo.
 Eu não tenho armadura, faço da benevolência minha armadura.
 Eu não tenho castelo, faço do caráter meu castelo.
 Eu não tenho espada, faço da perseverança minha espada.

domingo, 7 de novembro de 2010

A Fácil Inclinação`a Mitomania

Não é demais enfatizar algo muito penoso que pudemos verificar através de muitíssimos anos de constante observação e experiência. Quero referir-me sem rodeios à "MITOMANIA", tendência muito marcante entre pessoas afiliadas a diversas escolas de tipo Metafísico.
Rolin (A FÁCIL INCLINAÇÃO À MITOMANIA)

Sujeitos aparentemente muito simples, da noite para o dia, depois de umas quantas alucinações, convertem-se em Mitômanos. Inquestionavelmente, tais pessoas de Psique Subjetiva, quase sempre conseguem surpreender muitos incautos que, de fato, se fazem seus seguidores.

O Mitômano é como um muro sem alicerce; basta um leve empurrão para convertê-lo em miúdo sedimento.

O Mitômano crê que isto do Ocultisrno é algo assim como “soprar e fazer garrafas” e de um momento a outro declara-se Mahatma, Mestre Ressurrecto, Hierofante, etc.

O Mitômano tem, geralmente, sonhos impossíveis, sofrem invariavelmente disso que se chama “delírios de grandeza”.

Essa classe de personagens costuma apresentar-se como reencarnação de Mestres ou de Heróis fabulosos, legendários, fictícios.

Entretanto, é claro que estamos dando ênfase sobre algo que merece ser explicado.

Centros egóicos da Subconsciência Animalesca, que nas relações de intercâmbio seguem a determinados grupos mentais, podem provocar, mediante associações e reflexos fantásticos, algo assim como “espíritos”, que quase invariavelmente são apenas formas ilusórias, personificações do próprio Eu pluralizado.

Não é estranho que qualquer Agregado Psíquico assuma forma Jesus-Cristiana para ditar falsos oráculos...

Qualquer uma dessas tantas entidades que em seu conjunto constituem isso que se chama Ego, pode, se assim o quiser, tomar forma de Mahatma ou Guru, e então o sonhador, ao voltar ao estado de Vigília, dirá de si mesmo: “Estou Auto-realizado, sou um Mestre!”.

Deve-se observar a respeito que, de todos os modos, no Subconsciente de toda pessoa, acha-se latente a tendência a tomar partido, à personificação.

Este é o motivo clássico pelo qual muitos Gurujis asiáticos, antes de iniciar seus discípulos no Magismo Transcendental, previnem-lhes contra todas as formas possíveis de Auto-engano.

O Mitômano presume-se Iluminado sem haver liberado a Essência, sem possuir nem sequer a Pérola Seminal.

O Mitômano quer estar Iluminado da noite para o dia, se presume Sábio, se crê um Deus.

Samael Aun Weor. (Mistério do Áureo Florescer- Capítulo 25).