domingo, 27 de janeiro de 2013

Grande Arquiteto do Universo



O conceito do 'Grande Arquiteto do Universo' está além de qualquer credo religioso, respeitando toda a sua pluralidade. A crença num ser supremo é ponto indiscutível, para que se possa ser iniciado na Maçonaria, uma realidade filosófica mas não um ponto doutrinal.

Como é uma escola de filosofia, moral e bons costumes, e não sendo uma religião, a Maçonaria não pretende concorrer com outras religiões. Permite aos seus iniciados a crença em qualquer uma das religiões existentes, exigindo apenas a crença num ser superior, criador de tudo e de todos, que o candidato já acreditasse antes mesmo de considerar a possibilidade de vir a ser um maçom.
'Grande Arquiteto do Universo' é a designação maçônica para a força superior, criadora de tudo o que existe. Com esta abordagem, não se faz referência a uma ou outra religião ou crença, permitindo que maçons muçulmanos, católicos, budistas, espíritas e outros, se reúnam numa mesma loja maçônica. A atividade da Maçonaria em relação ao Grande Arquiteto do Universo, envolve estudos filosóficos e não proselitismo.

domingo, 20 de janeiro de 2013

O Número 9



Representa o princípio da Luz Divina, Criadora, que ilumina todo pensamento, todo desejo e toda obra, exprime externamente a Obra de Deus que mora em cada homem, para descansar depois de concluir sua Obra. O homem novenário que pelo triplo do ternário, é a união do absoluto com o relativo, do abstracto com o concreto.


O nove, no simbolismo maçônico, desempenha um papel variado e importante com significados aplicados na sua forma ritualista. O número 9, é o número dos Iniciados e dos Profetas.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Trolha


Trata-se de uma espécie de pá achatada com a qual os Pedreiros assentam e alisam a argamassa. 

Sendo um instrumento neutro, deve ser visto como um Símbolo da tolerância, com que o maçon deve aceitar as possíveis falhas e defeitos dos demais Irmãos. 

Pode ser vista, também, como Símbolo do amor fraternal que será, então, o único cimento que uniria toda a Maçonaria. 

Desta forma, passar a Trolha, significa perdoar, desculpar, esquecer as diferenças. Entendida desta forma, pode ser vista como símbolo da paz que deve reinar entre os maçons.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Sol e Lua



No alto, à direita e à esquerda  estão representados o Sol e a Lua, as duas Luminárias. O sol, ativo, fica à direita, do lado da coluna J, e a Lua, passiva, à esquerda, do lado da coluna B.

Na Loja, os trabalhos são iniciados simbolicamente ao Meio-dia, quando o Sol está no Zênite, e fechados à Meia-Noite, quando ele está no Nadir.


As três luzes da Loja, de acordo com os antigos rituais são o Sol, a Lua e o Mestre da Loja. O Sol corresponde ao Orador e a Lua ao Secretário. 


A Lua deve estar representada na parte Ocidental do teto dos Templos, em meio às trevas, em oposição ao Sol, que está no Oriente, para mostrar a escalada iniciática do Obreiro, das trevas em direção à Luz. 


Também pode estar presente no retábulo do Oriente, junto com o Sol, ladeando o Delta do lado em que ficar o Secretário, já que o titular desse cargo, na correspondência cósmica dos cargos em Loja, representa a Lua porque ele reflete, nas atas, a luz que vem do Orador, personificação do Sol.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Mensagem de Ano Novo



Dentro de alguns dias, um Ano Novo vai chegar a esta estação.
Se não puder ser o maquinista, seja o seu mais divertido passageiro.
Procure um lugar próximo à janela e desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir.
Procure curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.
Desdobre o mapa e planeje roteiros.
Preste atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida.
E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou não hesite.
Desembarque nela os seus sonhos...
Desejo que a sua viagem pelos dias do próximo ano, seja de

PRIMEIRA CLASSE

FELIZ ANO NOVO!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Véspera de Natal


Chegou a noite e a escuridão se estendeu por toda a terra. As luzes brilharam tanto nos palácios como nas habitações humildes e saíram as gentes a passear pelas ruas com seus vestidos novos, levando refletidas em seus semblantes a alegria e a satisfação. O ar estava impregnado do cheiro dos manjares e dos vinhos.
Eu caminhei sozinho dentro da noite, pensando n`Aquele cujo natal se festejava; pensando no ser mais célebre dos séculos, que nasceu pobre, viveu casto e morreu crucificado; pensando no facho que o Espírito Universal acendeu numa aldeia rústica da Síria e que se elevou brilhantemente sobre a cabeça dos tempos, projetando sua luz através de todas as civilizações.
Quando cheguei à praça, sentei-me num banco de madeira e contemplei através das ramas nuas das árvores, as ruas concorridas e escutei a canção dos homens que caminhavam no desfile da diversão e da alegria.
E depois de uma hora cheia de pensamentos e de sonhos, voltei a cabeça e vi um homem sentado a meu lado. Tinha nas mãos uma bengala, com cuja ponta desenhava traços confusos na areia. Disse-me então:
- És um solitário como eu.
Olhei-o fixamente, observando seu tipo, e achei que apesar dos seus trajes surrados e de seus cabelos em desalinho, infundia respeito e temor.
Como se desse conta da observação minuciosa que eu fazia de sua figura, olhou-me e com voz tranqüila disse:
- Boa noite.
E ele voltou a garatujar, com a ponta da bengala, figuras imprecisas na terra.
Por que me agradara o timbre de sua voz, pouco tempo depois lhe falei, perguntando:
- És forasteiro?
- Sim , sou forasteiro nesta terra e em todas as cidades do mundo.
- O estrangeiro esquece nessas festividades a melancolia e a tristeza na expatriação.
- Eu sou mais estrangeiro nestes dias que nos outros.
E ao dizer isso, olhou para o espaço gris; seus olhos se anuviaram e seus lábios tremeram, como se tivesse visto debuxada nas faces do espaço a figura de um país longínquo.
Eu lhe contestei, então:
- Nestas festividades, os homens como se humanizam: o rico lembra do pobre, o forte se compadece do fraco.
- Sim, respondeu-me, porém a compaixão que sente o rico pelo pobre é uma espécie de amor-próprio, e a benevolência do forte para com o fraco não é mais que uma manifestação de superioridade e orgulho.
- Talvez tenhas razão; porém, que importam ao fraco e ao pobre as pretensões e desejos que tenham o forte e o rico? O faminto pobre sonha com o pão, porém não pensa na maneira como ele é amassado.
- O que recebe não pensa, mas o que dá deve pensar profundamente.
Assombraram-me suas palavras e voltei a observar seu tipo estranho e suas roupas velhas. Depois de observá-lo um minuto em silêncio, disse-lhe:
- Parece-me que estás necessitado; aceitas uma ou duas bramas?
- Necessito de habitação, preciso repousar a cabeça.
- Toma então estas duas bramas e vai alugar uma habitação.
- Já fui a todas as hospedarias desta cidade e não encontrei morada para mim. Bati em todas as portas e não achei um amigo, penetrei em todos os refeitórios e não me deram pão.
Pensei então comigo: “Que homem mais raro; ora fala como filósofo, ora fala como um louco.”
Assim que pensei na palavra louco ele me olhou fixamente e disse em voz alta:
- Sim, eu sou louco e os que são como eu, em terra estranha, ficam sem morada, famintos e sós.
- Perdoa meus pensamentos – disse-lhe, desculpa-me. Não sei quem és; conquanto as tuas palavras me causam estranheza, eu te convido para passares a noite em minha casa.
- Mil vezes bati à tua porta e tu não ma abriste.
Assegurei-me então da sua loucura e disse-lhe:
- Vem agora e passarás a noite em minha casa.
Ele ergueu a cabeça e respondeu-me:
- Se soubesses quem sou não me convidarias.
- E quem és tu? Perguntei-lhe.
A sua voz rugiu então como as catadupas de uma corrente:
- Eu sou a revolução que sacode as nações – eu sou a tempestade que arranca as árvores, que desenvolve os séculos; eu sou o que veio à terra para lançar a espada, e não a paz.
Ergueu-se então, com o rosto iluminado, abriu os braços e nas palmas das suas mãos apareceram as cicatrizes dos cravos. Então caí de joelhos diante d`Ele e exclamei:
Jesus de Nazaré!
E ouvi o que dizia  Ele nesse momento:
- “Os homens festejam o meu nome e os costumes dos dias que circunscreveram a minha vida entre eles. Porém, eu sou estranho: vivo vagando, do Oriente para o Ocidente, e não há entre as nações quem conheça a minha verdade. As feras têm as suas tocas, as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do Homem não têm onde reclinar a cabeça”.
Impressionado, olhei para Ele, mas não vi mais que uma coluna de incenso; escutei, e não ouvi mais que a voz da noite que surgia das profundezas da Eternidade.
Gibran Kallil Gibran

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Malhete


É o instrumento de trabalho do Venerável Mestre e dos Vigilantes (na hierarquia os dois cargos logo abaixo do Venerável Mestre e que juntamente com ele dirigem os trabalhos da loja)

Nada mais é que uma espécie de malho, e como tal é símbolo da vontade, da força, do trabalho e da determinação. Um aspecto fundamental na utilização deste instrumento é o do discernimento e lógica que devem conduzir a vontade. 

Utilizando ao caso, com força apenas, ele passará a ser um instrumento de destruição, incompatível com a Maçonaria.