sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Instruções ao Grau de Aprendiz

Venerável – Ir:. entre vós e mim existe alguma coisa?
R. - Sim Venerável, um culto.

Venerável – Que culto é esse?
R.- É segredo.
Venerável – Que segredo é esse?
R.- A Maçonaria.
Venerável – Ir:. S:. maçom?
R.- MM:. IIr:. p:. t:. m:. r:. .
Venerável – O que é preciso para ser maçom?
R.- Ser livre e de bons costumes.
Venerável – Ir:. como vos preparastes para ser recebido maçom?
R.- Principiei a preparar-me pelo coração.
Venerável – Onde fostes depois levado?
R.- A uma câm:. contígua `a L:. .
Venerável – Como estáveis preparado?
R.- Nem nu nem vestido. Tiraram-me todos os mmet:. e fui conduzido `a porta do Templo.
Venerável – Como soubestes que estáveis `a porta do Templo
R.- Porque ali me fizeram parar e fui depois admitido – ouvi uma grade pancada.
Venerável – Que vos disseram então?
R.- Quem vem lá? Ao que respondi: um prof:. que quer ser iniciado na Or:. Mac:. e admitido nesta Aug:. Of:. dedicada a São João.
Venerável – E como pudestes conceber tal esperança?
R.- Porque sou livre e de bons costumes.
Venerável – Que vos disseram então?
R.- Que declarasse o meu nome, sobrenome, idade, qualidade civil e pátria.
Venerável – Que vos mandaram fazer depois?
R.- Mandaram-me entrar.
Venerável – Como Entrastes?
R.- Tendo a pon:. de uma esp:. assentada ao peito.
Venerável – Que vos perguntaram?
R.- Se sentia ou via alguma coisa.
Venerável – Que respondestes?
R.- Que sentia mas que nada via.
Venerável – Por quem fostes recebido depois da vossa entrada?
R.- Pelo Ir:. 2º Vig:. .
Venerável – Que vos fez ele?
R.- Entregou-me ao Ir:. Exp:. que mandou-me ajoelhar e tomar parte em uma oração que vós recitastes.
Venerável – Que vos perguntaram depois dessa oração.
R.- Em quem punha a minha confiança.
Venerável – Que respondestes?
R.- Que a depositava em Deus.
Venerável – Que vos fizeram depois?
R.- Pegaram-me na mão direita, fizeram-me levantar e disseram-me que nada receiasse e sem temor seguisse a mão que me guiava.
Venerável – Onde vos conduziu esse guia?
R.- Fez-me praticar três viagens.
Venerável – Onde encontrastes o primeiro obstáculo?
R.- No meio dia, por detrás da col:. que agora ocupo, onde bati levemente três pancadas.
Venerável – Que resposta vos deram?
R.- Perguntaram-me – Quem vem lá?
Venerável – Que respondestes?
R.- O mesmo que havia respondido `a porta da entrada.
Venerável – Onde encontrastes o segundo obstáculo?
R.- Por detrás do 1º Vig:., no Norte, onde bati também três pancadas, e dei depois as mesmas respostas `as suas perguntas.
Venerável – Onde encontrastes o terceiro obstáculo?
R.- Por detrás do vosso lugar, onde bati da mesma forma e dei as mesmas respostas.
Venerável – O que vos foi ordenado então?
R.- Mandaram-me conduzir ao Ir:. 1º Vig:. no Ocid:. para ser instruído.
Venerável – Que instrução vos deu ele?
R.- Ensinou-me a dar os primeiros passos no âng:. de um quad:., a fim de que pudesse chegar ao alt:. para ali prestar o meu jur:..
Venerável – Onde prestastes esse jur:.?
R.- No Alt:. dos JJur:., com o corpo formando uma esq:., a mão esquerda segurando um com:., apoiado no lado esquerdo do peito, e ali prestei o jur:. solene dos MM:..
Venerável – Depois de prestado esse jur:. que vos disseram?
R.- Perguntaram-me que mais queria.
Venerável – Que respondestes?
R.- A luz.
Venerável – Quem vos deu a luz?
R.- Vós, Ven:. e todos os IIr:. .
Venerável – Quando recebestes a luz, o que vistes?
R.- O liv:. da L:., o Esq:. e o Com:. .
Venerável – Que vos disseram significar esses ornamentos?
R.- As Três Grandes Luzes da Maçonaria.
Venerável – Explicai-mas.
R,- O Liv:. da L:. regula a nossa conduta no lar, no trabalho e na sociedade. Para isso, o Esq:. é o símbolo da retidão, que devemos sempre cultuar; e o Com:. representa a justiça, que se exige nas ações, que praticamos.
Venerável – O que vos mostraram depois?
R.- Três SSub:. LL:. da Maç:.: O Sol, a Lua e o Ven:. da Of:. .
Venerável – Que vos fizeram depois?
R.- O Ven:. fez-me ficar ereto e deu-me os SSin:., o Toq:. e a Pal:..
Venerável – Que números compõem uma Of:., meu Irmão?
R.- Três, cinco e sete.
Venerável – Porque razão o numero três compõe uma Of:.?
R.- Porque foram três os MMes:. na construção do Tem:. de Sal:..
Venerável – E o número cinco?
R.-Porque todos os homens devem possuir cinco sentidos.
Venerável – Quais São eles?
R.- O ouvido, o olfato, a vista, o paladar e o tato
Venerável – Para que servem na Maç:.?
R.- Três deles para muito.
Venerável – Explicai-me os seus usos.
R.- A vista para ver os sinais; o tato, para sentir o toque e reconhecer os Irmãos, tanto nas trevas como na luz, o ouvido para ouvir a palavra.
Venerável – Porque razão o numero sete compõe uma of:.?
R.- Porque sete são as antigas ciências liberais.
Venerável – Dizei-me quais são?
R.- A gramática, a retórica, a lógica, a aritmética, a geometria, a musica e a astronomia.
Venerável – De que utilidade são essas ciências na Maç:.?
R.- A gramática nos ensina a escrever e a falar.
Venerável – O que nos ensina a retórica?
R.- A arte de falar e discorrer sobre quaisquer objetos.
Venerável – O que nos ensina a lógica?
R,- Ela dá disciplina ao espírito levando-o a raciocinar com firmeza e exatidão.
Venerável – O que nos ensina a aritmética?
R.- O valor dos números.
Venerável – O que nos ensina a geometria?
R.- A medir a terra, para nela marcarmos o pedaço que nos pertence na grande partilha da Humanidade.
Venerável – O que nos ensina a musica?
R,- A virtude dos sons.
Venerável – O que nos ensina a astronomia?
R.- O conhecimento dos astros.
Venerável – Que forma tem a nossa Of:.?
R,- A de um quad:..
Venerável – De que largura é a nossa Of:.?
R.- Do Or:. ao Oc:..
Venerável – Qual o seu cumprimento?
R.- Do S:. ao N:..
Venerável – A sua altura?
R.- Da T:. ao C:..
Venerável – Que profundidade tem?
R.- Da superfície ao centro da T:..
Venerável – Porque?
R.- Porque a Maçonaria é Universal e o Universo uma Of:. .
Venerável – Porque razão está a nossa L:. situada do Or:. ao Oc:.?
R.- Porque assim estão todas as LL:..
Venerável – Porque?
R.- Porque principiou o Ev:. a ser pregado no Or:. e estendeu-se ao Oc:..
Venerável – Quem sustenta a nossa Of:.?
R,- Três grandes ccol:. Corintia, Dórica e Jônica.
Venerável – Como se chamam?
R.- Sabedoria, Força e Beleza – representadas por Minerva, Hercules e Vênus.
Venerável – Quem representa o pilar da Sabedoria?
R.- O Ven:. no Oriente.
Venerável – Quem representa o pilar da Força?
R.- O 1º Vig:. no Setentrião ocidental.
Venerável – Quem representa o pilar da Beleza?
R.- O 2º Vig:. no Meio-dia.
Venerável – Porque representa o Ven:. o pilar da Sabedoria?
R.- Porque dirige os OObr:. e mantém a ordem.
Venerável – Como representa o 1º Vig:. o pilar da Força?
R.- Pagando os OObr:. cujos ssal:. são a força e a manutenção da sua existência.
Venerável – Como representa o 2º Vig:. a beleza?
R.- Fazendo repousar os OObr:. e fiscalizando-os no trabalho, a fim de que ao Ven:. resulte honra e gloria ao G:.A:.D:.U:..
Venerável – Porque é a Of:. sustentada por essas três ccol:.?
R.- Porque a Sabedoria, a Força e a Beleza são o complemento de tudo, sem elas nada é durável.
Venerável – Porque?
R.- Porque a Sabedoria inventa, a Força sustenta e a Beleza adorna.
Venerável - Além dessas ccol:. alegóricas, há outras no Templo?
R.- Sim Venerável Mestre, há as ccol:. J e B no pórtico do Templo. São ôcas e guardam as ferramentas dos CCom:, e AAp:. .
Venerável – Onde estão colocados os AAp:.?
R,- No primeiro degrau da escada de Jacó. A sua marcha para o alto depende de seu próprio anseio de perfeição.
Venerável – Que há no interior de uma Loja Maçônica?
R.- Os Paramentos, os Ornamentos e as Jóias.
Venerável – Quais são os Paramentos?
R.- A Est:. Flam:., o L:. da L:., o Com:. e Esq:..
Venerável – E os Ornamentos?
R.- São três: O Pav:. de mos:., a Or:. Dent:. e a Cor:. de 81 nós.
Venerável – Quais são as Jóias de uma Loja?
R,- São três móveis : o Es:., o Nív:. e o Pr:.. Três fixas: a Ped:. Br:., a Ped:. Pol:. e a Pran:. da L:. .
Venerável – Esta coberta a nossa L:.?
R.- Sim Venerável Mestre, por uma abób:. cel:. de variegadas nuvens.
Venerável – Donde sopram os ventos para os MM:.?
R.- Do Or:. para o Oc:..
Venerável - Essa tem sido sempre a marcha da Civilização Humana, e os maçons tem sido através da História, s sustentáculos da Fraternidade, da Justiça e do Progresso. Assim permaneçamos nós pelos séculos dos séculos, fiéis `a inspiração do G:.A:.D:.U:. . Amém.
Ant.Ritual

Instruções ao Grau de Companheiro

Venerável – S:. Com:. ?
R.- Sim Ven:. Mes:. Podeis examinar-me E:.V:.A:.E:.F:.

Venerável – Onde fostes recebido Com:. ?
R.- Numa L:. regular.

Venerável – Como estáveis preparado?
R.- Conduzia uma régua, apoiada sobre meu om:. es:.
Venerável – Que ouvistes ao iniciar-se a cerimônia ?
R.- O V:. explicou-me que outrora um Ap:. trabalhava cinco anos para passar a Com:. . e por isso, hoje, precisa realizar c:. vv:. simbólicas.

Venerável – E realizastes essas vv:.?
R.- Sim, V:. M:., Em q:. vv:. con:. instrumentos de trabalho: o maço, o cinzel, o compasso, a alavanca, o esquadro; a régua foi o instrumento com que mais trabalhei.

Venerável – Como efetuastes a quinta v:. ?
R.- Nessa última v:. con:. a espada sobre o m:. c:. 

Venerável – E depois?
R.- Vi a Es:. Fl:. . Prestei o meu juramento, trabalhei na pedra cúbica e recebi o salário na c:. J do Ir:. 1º Vig:.. Aprendi a M:. de Com:.

Venerável – Quem vos conferiu os Mistérios do Grau?
R.- O V:. agraciou-me com o S:. o T:. e as PP:.

Venerável – Que significa a letra G?
R.- Geometria, Geração, Gravidade, Gênio, Gnose.

Venerável – Podeis explicar-me esse múltiplo significado?
R.- Geometria, porque o maçom tem que ocupar um lug:. pol:. no ed:. soc:.; Geração, porque ele faz ob:. de vid:.; Gravidade, porque há uma força irr:. que u:. os iir:.; Gênio, porque o maçom pesquisa a ver:. e aspira sempre sub:. . Gnose, porque inquiri as VVer:. eternas.

Venerável – Que significa o Sin:.?
R- A m:. d:. sobre o cor:. é o compromisso de estimar os IIr:. e recorda o Jur:. prestado. A m:. e:. levantada reafirma a sin:. da Pr:. feita.

Venerável – Que significa a P:. de P:.?
R.- Significa “Fartura, Abundância” e é representada por uma es:. de tr:..

Venerável – Que significa a P:. S:.?
R.- “Estabilidade, Firmeza”. É o nome de uma das ccol:. `a entrada do T:. . Há, ao lado outra c:. 

Venerável – Qual o nome dessa outra c:.?
R.- B…

Venerável – Qual o seu significado?
R.- Significa “Força, Alegria” .

Venerável – Que altura tinham as colunas no T:. de Sal:.?
R.- Trinta e cinco côvados, com um capitel de cinco côvados, que fazem quarenta côvados de altura (*) 
Venerável – Quais eram os ornatos dos cap:.?
R.- Três romãs.

Venerável – Qual era a espessura de sua capa exterior?
R.- Quatro pol:. .

Venerável – Onde foram fundidas?
R.- Na planície do Jordão, onde se fundiram os vvas:. ssag:. do T:. de Sal:.

Venerável – Quem as fundiu?
R.- Hiram-Abif.

Venerável – Honremos a memória de Hiram-Abif e também de Hiram, rei de Tiro, e Salomão, rei de Israel, que todos presidiram `a construção do Templo de Jerusalém e, pelo trabalho, levantaram o pedestal de sua gloria, no serviço do G:. A:. D:. U:. .

Ant. Ritual
(*) Vide 2ºCrônicas cap. 3 v. 15.

domingo, 24 de novembro de 2013

Quadro da Loja Maçônica

(De acordo com a planta do Templo

1 – Venerável
2 – 1º Vigilante
3 – 2º Vigilante
4 – Orador
5 – Secretario
6 – Tesoureiro
7 – Chanceler
8 – Mestre de Cerimônias
9 – Hospitaleiro
10 – 1º Diácono
11 – 2º Diácono
12 – 1º Experto
13 – 2º Experto
14 – Porta Bandeira
15 – Porta Estandarte
16 – Porta Espada
17 – Cobridor
18 – Cobridor Externo
19 – Altar dos Juramentos com os três Castiçais
20 – Altar dos Perfumes
21 – Quadro da Loja
22 – Pedra Cúbica
23 – Pedra Bruta
24 – Mar de Bronze
25 – C. dos Aprendizes
26 – C. dos Companheiros
27 – Mestres
28 – Visitantes
29 – Dignidades
30 – Ex-Veneráveis
31 – Mestre de Harmonia
32 – Arquiteto
33 – Mestre de Banquetes
34 – 3º Experto
35 - Pavimento de Mosaico

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Pedra Bruta

Símbolo do aprendiz maçom, ainda rude, que com os vestígios do Mundo Profano, está apenas iniciando sua aprendizagem nos Mistérios da Maçonaria.

As arestas desta Pedra Bruta cabe desbastar disciplinando, educando, instruindo sua personalidade, objetivando vencer suas paixões e subordinar sua vontade à prática do bem.

Assim a tarefa principal do Aprendiz consiste em trabalhar e estudar para adquirir o conhecimento do simbolismo do seu grau e a sua interpretação filosófica.

Estrela Flamígera

A estrela Flamígera é o centro de onde parte a verdadeira luz! 

São considerados como ornamentos da Loja o Pav:. Mos:., a Estrela Flamigera e a Or:. Den:.. Chamam-se ornamentos porque são realmente as decorações com as quais é adornada uma Loja.

O Pav:.Mos:. é o assoalho do grande pórtico; a Estrela Flamígera. brilha ao centro da Loja para iluminá-la; a Or:. Den:., limita e decora as extremidades.  A terceira instrução do Grau de Companheiro trata particularmente do estudo e das interpretações da Estrela Flamígera. 

Através dos séculos, houve sempre a preferência por uma estrela de cinco pontas, como figura de astros de aparência menor do que a do Sol e da Lua. O planeta Vênus tem sido representado assim e, considerado uma “estrela” matinal e vespertina, estrela da tarde , estrela-dalva, estrela do pastor. 

Como símbolo maçônico, a Estrela Flamígera, Flamejante ou Flamante é rigorosamente de origem pitagórica. Símbolo e distintivo dos pitagóricos (escola itálica), a Estrela de Cinco Pontas, ou Estrela Hominal é também denominada, com impropriedade
etimológica, “pentáculo” (cinco cavidades), “pentagrama” (cinco letras ou sinais gráficos) ou “pentalfa” (cinco princípios). Importa saber, entretanto, que os pitagóricos a usavam para representar a Sabedoria (“Sophia”) e o “Conhecimento” (Gnose).

A Estrela Flamígera era símbolo desconhecido pelos Pedreiros-Livres medievais. Seu aparecimento na Maçonaria, a partir de 1737, não encontrou guarida em todos os ritos, pois o certo é que os construtores medievais conheciam a figura estelar apenas como desenho geométrico e não com as interpretações ocultas que se introduziram na maçonaria especulativa. 

O verdadeiro sentido da Estrela Flamígera é hominal, eis que o símbolo designa o Homem Espiritual, o indivíduo dotado de alma, ou de fator de movimento e trabalho. Ou seja, o indivíduo com o espírito ou fagulha interna que lhe concedeu o Grande Arquiteto do Universo. A ponta superior da Estrela é a cabeça humana, a mente. A Inteligência proviria da Estrela Flamejante, que contém dentro de si, a figura do Companheiro, em sua ponta vertical, a cabeça, logo, o ponto onde está situada a Inteligência. A Razão proviria do Sol, fonte de todas as energias, símbolo do Grande Arquiteto do Universo; a Lua, seria a Imaginação, por não possuir luz própria, mas ser iluminada pelo Sol. As demais pontas são os braços e pernas. Na Maçonaria essa idéia serve para lembrar ao maçom que o homem deve criar e trabalhar. Isto é, inventar, planejar, executar e realizar, com Sabedoria (“Sophia”) e Conhecimento (Gnose). 

Pode ocorrer que o ser humano possa falhar nos seus desígnios. O maçom também pode falhar, como ser humano, mas o seu dever é imitar, dentro de seus ínfimos poderes, o Grande Arquiteto do Universo, o Ser dos Seres, o único que pode realizar o que pensa. Aí está o principal segredo do Grau de Companheiro.

As cinco pontas da estrela ainda lembram os Cinco Sentidos que estabelecem a comunicação da Alma com o Mundo Material. tato, audição, vista, olfato e gosto, os quais para os maçons, três servem de comunicação fraternal. Pelo tato é que se conhecem os Toques. Pela audição se percebem as Palavras e as Baterias. Pela vista se notam os Sinais. Mas não podemos esquecer que é pelo gosto que conhecemos as bebidas amargas e doces, bem como o sal, o pão e o vinho. Finalmente, pelo olfato se percebem a fragrância das flores e os aromas do Altar dos Perfumes. 

A Estrela Flamígera no Templo está colocada entre o Sol e a Lua de modo a formar um triângulo, porque irradia a luz do Sol e da Lua mostrando que a Inteligência e a Compreensão procedem igualmente da Razão e da Imaginação. Tem-se afirmado que a Estrela Flamígera traduz a Luz interna do Companheiro Maçom ou que representa o próprio homem-maçom dotado da luz divina que lhe foi transmitida.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Templo de Salomão


O rei David, desejava construir uma casa para Deus, onde a Arca da Aliança ficasse
definitivamente guardada, ao invés de permanecer na tenda provisória (Tabernáculo), existente desde os dias de Moisés. Este desejo lhe foi negado por Deus, por ter derramado muito sangue em guerras.

No entanto isto seria permitido a Salomão seu filho, pois a vontade Divina determinava que a Casa de Deus fosse edificada em paz, por um homem de paz.

Em troca de trigo, cevada, azeite e vinho, Salomão contratou Hiram, rei de Tiro, que forneceu madeira (cedro), operários, e também Hiram Abif , mestre na arte de lavrar e cinzelar, ouro, prata e ferro.

O inicio da construção do Templo foi no quarto ano do reinado de Salomão. Foi edificado no Monte Moriá, em Jerusalém. As paredes externas eram erguidas com pedras polidas que se encaixavam umas nas outras, sem necessidade do uso de qualquer ferramenta. Dentro, as salas eram revestidas de cedro, adornado a ouro e flores em relevo.

Através de resultados obtidos em escavações arqueológicas e documentos diversos é possível estabelecer conclusões quanto á arquitetura atribuída ao Templo de Salomão, no que concerne a ornamentação, disposição das dependências e técnica construtiva.

O templo tinha uma planta muito similar ao Tabernáculo. A diferença residia nas dimensões internas do Santo e do Santo dos Santos, sendo maiores que as do tabernáculo. O Santo media 17,8 m de comprimento e 8,9 m de largura e 13,4 m de altura. O Santo dos Santos era um cubo de 8,9 m de lado.

Após a construção, a Arca da Aliança foi depositada no Santo dos Santos, o local mais reservado do edifício.

O Templo foi pilhado várias vezes. Seria totalmente destruído por Nabucodonosor II rei da Babilônia, em 586 a.C após dois anos de cerco em Jerusalém. O templo de Salomão durou 4 séculos. Décadas mais tarde, em 516 a.C, após o regresso de mais de 40.000 judeus foi iniciada a construção no mesmo local do Segundo Templo, o qual foi destruído no ano 70 d.C, pelos romanos.

O Templo de Salomão ocupa posição de destaque na simbologia Maçônica, sendo uma dos mais marcantes fontes de símbolos, alegorias e lendas.

Ordem do Templo

A Ordem do Templo ou Soberana Ordem dos Cavaleiros do Tempo de Jerusalém foi criada em 1118, pelo cavaleiro Hugo de Pays. 


Criada com a finalidade de proteger os lugares Santos da Palestina e os peregrinos que para lá se dirigiam. Regia-se por regras extremamente severas tais como: não olhar muito tempo para o rosto das mulheres mesmo que fosse sua própria mãe, e quando em combate deveriam aceitar o combate de um para três.


A Ordem do Templo era composta de três classes: Cléricos, Leigos e Cavaleiros. Os Cavaleiros representavam a força combatente da Ordem e só deveriam ser recrutados entre os membros da nobreza.

Possuía comendadorias em toda a Europa e no Oriente Médio, mas a administração ficava em Paris, onde chegou a ocupar um terço da cidade. Os castelos em geral serviam de bancos sendo que os principais reis da Europa inclusive a Santa Sé tinham contas com eles que emprestavam dinheiro mediante garantias.

Seus bens passaram a despertar a cobiça dos reis de então. Foi o que aconteceu com rei Felipe IV, o Belo, com a total conivência do Papa, Clemente V, que era dominado pelo rei de França. No início do século XV foi instaurado um processo contra os Templários. Felipe IV, o Belo, reinava absoluto sobre a França, riqueza nenhuma escapava as mãos do Rei. Ele havia sucessivamente taxado os bens da Igreja, espoliando judeus, os impostos eram extorsivos e as crises econômicas eram sufocadas com sangue.

Só os Templários ousavam enfrentá-lo. Por isto ele instaurou o maior Processo da História, que durou sete anos, atingiu a cerca de 15.000 acusados, e perpetuou todo tipo de infâmia, tais como: heresia, práticas demoníacas, feitiçarias e outras, fazendo com que o Papa Clemente V extinguisse a Ordem, pela bula “Vox em Excelso”enquanto Felipe se apossa de seu tesouro.

Após sete anos de prisão, sob tortura engendrada pelo terrível Guilherme de Nogaret, os principais lideres como Jacques de Demolay , com 71 anos, Grão Mestre da Ordem e Godofredo de Charnay, preceptor da Normandia foram executados na fogueira da Inquisição. Demolay ao ser queimado na fogueira da inquisição, pronunciou as seguintes palavras:


“Papa Clemente... Cavaleiro Guilherme de Nogaret ... Rei Felipe! Antes de um ano eu vos intimo a comparecer diante do Tribunal de Deus, para ali receberdes o justo castigo! Malditos! Malditos! Todos malditos até a décima terceira geração de vossas raças!” 


Trinta e seis dias depois, o papa Clemente V morreria, de causa indeterminada, pouco tempo depois, morria Guilherme de Nogaret,envenenado e pouco mais tarde, morria também o rei Felipe, de aplexia( AVC /derrame). Estava cumprida a maldição. 


A Ordem Templo foi oficialmente extinta em 1312,